terça-feira, 28 de junho de 2011

Parece que vai


   E lá vem a morena perdida da asa quebrada
   Mulher insegura, Abençoada.
   Ela some e depois volta. O mesmo motivo de sempre, a ilusão.
   Com um coração meiguíssimo, ferido de amar errado.
   Rosto com expressões marcadas, um simples feitio do passado.
   Personalidade independente.
   Lá vai ela. Conversa, ri e lembra-se do seu último amor.
   Também chora. E no final das contas, acende um cigarro e bebe uma taça de vinho.
   Uma boa dose de companhia para um inverno tão quente.
   Traga com tanta vontade o seu cigarro. Como ela fuma rápido!
   Um sinal de expressar a sua atual situação de estar apaixonada.
   A moça não vai mais se entregar a poucos sentimentos.
   Assim é o que ela disse, mas porque viver buscando paixões?
   É, parece que a morena vai amadurecer, será?
   Notei pela mudança, o seu modo de estar e repeti, ela vai amadurecer, ela vai amadurecer.
   E sempre foi o meu maior desejo, a morena tem que amadurecer!
   Repito sempre todas às manhãs. Ela vai amadurecer. 

    Bruno Coelho

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O palhaço que me encantou

  Entre os últimos anos tenho a real percepção de que todas às minhas quartas-feiras sempre foram os melhores dias da semana. E olha que eu sempre disse isso pra mim mesmo. Se tem alguma coisa que me surpreende, é a tal da quarta-feira. Não tem jeito!
   Lá vou eu, com minha cabeça lá pelas tabelas, com um humor franco para qualquer jornaleiro notar, uma série de papeis na mão, um livro para completar, o cansaço do dia querendo repousar, uma noite estrelada cheia de esperança e um palhaço no semáforo que iria me encantar. Realmente, foi ele que me fez ganhar a minha noite, quem sabe não foi ele que me ajudou a vencer o meu dia?
   Então, Sinal vermelho. Parada para ver o rapaz brilhar. Tempo curto, mas segundos longos.  Carros e mais carros. Pessoas atravessando a faixa e eu, fingindo não olhar, com a cabeça baixa. Impossível!
   Ele com uma blusa amarela, suspensório, bermuda preta, nariz de palhaço e aquela maquiagem no rosto pra ninguém colocar defeito. Na medida em que eu me aproximava, ele fazia questão de aumentar os seus truques, digno de sua sabedoria. Labarismo, fogos e o melhor: o poder do “encantar”.
   De repente resolvo diminuir as minhas leves passadas como um sinal de querer descobrir o que aquele homem com uma bela pintura no rosto, aparentando ter uns 27 anos, estava querendo me falar. Sem ação e com todos me observando, não teve outra, deixei me encantar pelo palhaço. Era obvio que ele só queria me fazer sorrir. No mesmo momento, fiz questão de lhe retribuir a sua obra. Recordo-me de ter retirado a minha carteira do bolso, analisei por alguns segundos. A cédula de menor valor que tinha no momento era a de dois reais. Entreguei o dinheiro em suas mãos e pude perceber o brio em seus olhos, era como se o brilho fosse uma demonstração de sinceridade após o ocorrido. Sem falar nada, continuei seguindo a direção na qual eu pretendia chegar e sem querer derramei uma lágrima no caminho. E pensei: Após longas jornadas e horas esse foi o único que me fez sorrir hoje, cogitei.
    No dia seguinte, quinta-feira, pude lhe encontrar. Lá estava ele se preparando no banco da Praça de Nova Friburgo – RJ, para encantar outra pessoa à noite. De imediato, cheguei perto dele e lhe cumprimentei. Perguntei-lhe: tudo bem? Retribui de imediato com um sorriso sincero e me respondeu: Tudo bem rapaz. Bem mesmo esta as coisas pra você.
   Fiquei aturdido e com a sua fala expressiva em meus pensamentos por uns oito segundos, mas não disse que as coisas não estavam indo muito bem como o programado e nem os fatos que ocorreram no mês de maio comigo, afinal, era um problema só meu. Conversei com ele cerca de uns dois minutos, pois eu estava com pressa. Ele era um homem muito bonito por sinal, com ideologias fortes e marcantes. Analisei rapidamente a sua linha de raciocínio e percebi que era um homem de classe média e muito inteligente pra variar. Era percebível, fiz questão de ficar quietinho só a lhe observar cognitivamente.
   O palhaço não sabe, mais foi ele que salvou o meu dia, há minha semana e o meu mês inteiro de maio. Não tem preço nenhum que pague o sorriso que ele me tirou e os dois reais que lhe dei, ah, ele merece muito mais do que isso. Por esse motivo, e por tentar retribuir o que ele me fez. Desejei só coisas boas, vibrações positivas e dentre elas pedi que ele nunca parasse de encantar ninguém, principalmente alguém que tenha o mesmo perfil como o meu. De fácil compreensão.
   O artista soube reconhecer o outro artista. Foi isso que me chamou a atenção.
   Espero poder reencontrar ele outras vezes, já que, só estava de passagem na cidade. Douglas é uma das melhores pessoas que alguém pode conhecer. Foi exatamente dedicado para ele, o meu texto do mês no blog. O melhor que pude fazer e também compartilhar com vocês. O mérito que aprendi: o de encantar.

   Bruno Coelho

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amor na fotografia

 Sentado à beira-mar, relembrando coisas e analisando um dos maiores registros de cada olhar secular transformado em contemporaneidade. A fotografia.
   Gestos, sorrisos, abraços, beijos entre outras diferentes expressões que mostram a essência do amor nas imagens. É bom ser querido, melhor mesmo é poder observar de suas próprias artes o amor em cada traço de sua face. Tudo faz sentido. Tudo é demonstrado.
   É nessas horas que faço uma pequena dissolução da palavra “Afeto”, o símbolo que agrega o valor do amor centrado de uma emoção onde todos os estímulos são qualitativos. É graças a essas cinco letrinhas que eu posso, sem querer, expressar um dos sentimentos mais ricos e de notória aprendizagem, e além de tudo, poder mostrar sem fazer nenhum brio.
   É como se cada aceno saísse por livre vontade, automático, sem esforço, do nada e em poucas observações às traduções empíricas do poder da representação.
   Fotografias que ficaram para o resto da vida guardada em minha contemplação. Dentro de uma caixinha á sete chaves, sejam elas após fechar os olhos e pensar em momentos que havia como fonte de perseguição, o amor, em minha vitalidade e vivência.
   Também é de extrema importância falar dos valores que são difíceis de retorquir-se, das coisas que já aconteceram e que se repete quase sempre aleatoriamente. Uma visão profunda, feita somente por mim e focada para o resto da vida em minha alma, parece estranho mais a lágrima caiu.
   As minhas fotografias não escondem nenhum segredo, pelo contrário, revela todos. Na verdade, saudades não é o que sinto. Às vezes tenho a sensatez leveza que sinto falta dos que ficaram para trás e das pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de me conhecer. Eu sempre foquei nos instintos que tocam na pele. Posso até dizer que sou privilegiado.
   Por enquanto, faço questão de deixar as pessoas desvendarem o que elas mesmas tentam fazer, com modelos de fotos minhas. Onde o que fica sempre na memória, é o puro sabor do amor.

 Bruno Coelho

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


 
"E, é cada surpresa íntegra que a gente encontra pelo trajeto do caminho." (Bruno Coelho)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vidas


Vida de novela
É Paginas da Vida.

Vida real
É Jornal Nacional.                                         

Vida sentimental
É Amor e Sexo.                   

Vida de aventura
É no Limite.
                                                         
Vida de cinema
É Vídeo Show.

Vida de artista
É Estrelas.

Vida de atleta
É Esporte Espetacular.

Vida de doméstica
É Mais você.

Vida de médico
É Emergência.

Vida de policial
É tropa de Elite.

Vida de favela
É Cidade dos Homens.

Vida de adolescente
É Altas Horas.

Vida de milionário
É Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Vida de modelo
É Fantástico.

Vida de músico
É Som Brasil.

E Vida de poeta
É Escrever a Vida.


Bruno Coelho

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"É uma dor elegante, silenciosa, de puro charme." (Bruno Coelho)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sorriso


   Gostaria de agradecer de coração ao Nelson Aharon por ter criado o poema “Sorriso” para mim, literalmente inspirado em meu SORRISO. Não sei de qual forma agradeço ao Aharon, mas já sei que é uma pessoa muito especial. Vale a pena conhecê-lo. 

 

Lembrando que vocês também encontram algumas de suas obras através dos seguintes blogs, Acessem:



Sorriso nos lábios
dor dilacerada
sorriso nos lábios
alma partida.

Sorriso e lágrimas,
lágrimas que fogem
da face.
Um sorriso singelo presente
do passado.

Sorriso é um enigma perdido
no poço do deserto
lá no fim tem uma luz
incompreensível
de calma e de silencio.

Sorriso abraça à tarde,
beija a noite
E
o sol abraça um sorriso.

Sorriso insano
Sorriso de pureza
Sorriso profano
Só não use aquele
Sorriso sádico
ele tem o poder de uma bomba nuclear
que entristece o Supremo Criador em teu irmão,
te expulsa do paraíso com um sorriso minguante
sorriso é uma grande devolução.

Brindar a evolução por
complacência  para entender
que um sorriso é uma graça
uma bossa
que traz uma chama violeta
a te transformar,
flores em tudo verás.

Aharon

                                                                                                                                                                                                                                                  

sábado, 11 de setembro de 2010

Empecilhos da vida

    Manhã de sábado, companhia agradável, assuntos de grandes impactos e ambos leoninos.
    Talvez sábado fosse o dia ideal para adentrar os assuntos em dia, programar viagens ao exterior, marcar uma balada em trio do jeito que um verdadeiro leonino gosta. Tudo dentro de um padrão sistematizado. Além daqueles gestos que só um consegue decifrar do outro.
    Tempo acelerado, felicidade constante e momentos de alegria. Exatamente isso que possa definir o nosso sábado.
     Então, atravessamos de uma calçada para outra. Digo com o coração, a emoção aconteceu precisamente naquela hora. Tinha me encontrado com uma pessoa que se tornou especial apartir daquele encontro. Coisa que eu jamais poderia imaginar.
     Apesar de lhe ter visto antes em uma terça-feira, e ficar libertinamente preocupado com algumas palavras ditas. Tudo por causa da minha fala. Acho que no dia lhe tratei com ignorância, mas eu estava dentro dos meus padrões. Só tomei a medida certa, coisas que qualquer herdeiro entenderia.
   Digo que não foi com tanta ignorância, mas sim com um tom vocacional maior. Pedi aquela moça, com uma aparência simples, a se retirar de dentro da propriedade privada por méritos justos. E ela de imediato se retirou. E lhe perguntei: O que faz aqui? Ela me respondeu: - Gosto de escrever, só sentei embaixo dessa árvore para escrever. Então lhe respondi: É bom a senhora procurar outro lugar para escrever, minha família é um pouco sistemática e daqui a pouco pode vim aqui reclamar com você ou causar outros problemas maiores. Ela me pediu desculpas e ficou fora da propriedade debaixo de um coqueiro em uma tarde ensolarada.
    Mas algo tinha chamado a minha atenção naquele momento. Talvez tenha sido por sua extrema educação a conversar comigo e principalmente o respeito. E logo fiquei preocupado me perguntando. Será que ela está com algum problema? Será que ela está precisando de alguma coisa? O que será que lhe trouxa até aqui? E fiquei me questionando a semana toda.
    E foi evidente a esse sábado acelerado que pude lhe reencontrar novamente após ter mudado de calçada. Ela me olhou de longe. Estava claro que ela se lembrou de mim, ia até passar com a cabeça baixa quando me viu. Pude confirmar que as coisas com ela não estavam indo muito bem.
    Calmo e atento a tudo, iniciei uma conversa com ela que durou cerca de 1 hora e 30 minutos. A primeira coisa que lembro que fiz, foi lhe pedir desculpas pelo ocorrido e ter explicado novamente o motivo talvez mais claro. Ela me disse, “Não foi nada, você fez a coisa certa”. Mesmo assim intacto e firme, mantive o diálogo que se estendeu por quase duas horas. Acabei descobrindo que o seu nome é ROSÁRIA. Nome tão bonito, pensei.
   O que mais me chamou a atenção foi porque Rosária tinha me dito que gostava de escrever. E essa era a única coisa na qual eu sabia sobre ela, mas nada. E acabei me aprofundando em sua vida pessoal a cada conversa.
   Tinha dito a ela que era estudante de jornalismo e falei: admiro muito as pessoas que gostam de escrever. Não queria ter tirado a sua concentração. E lhe perguntei: Você foi ao local para se inspirar, né? 
  Rosária me respondeu que sim e começou a dar seqüência a um diálogo permanente sobre o histórico de sua vida pessoal. Contou-me que era estudante de letras e que chegou a cursar até três períodos na faculdade. Ainda comentou sobre seus sonhos. Eu super alerta a tudo lhe perguntei: E porque desistiu do seu sonho? Rosária, enobrecida, tinha me dito que ficou doente em cima da cama cerca de um ano com todos os movimentos do seu corpo paralisado; e que teve que recomeçar a sua vida tudo de novo depois da doença
  E segurei as minhas lagrimas de pura emoção. E pensei, você vai vencer, eu também cai e me levantei. Talvez esse obstáculo que a Rosária esteja passando tenha sido para ganhar mais força e continuar acreditando em si mesma a cada dia. Foi quase a mesma coisa que aconteceu comigo. Só troca as palavras ‘Doença’ por ‘Amor’.
   Na sucessão me despedir de Rosária sem o peso na consciência. E fiz a última pergunta: - O que estava escrevendo naquele dia? Rosária me disse que era um texto para sua irmã recém formada que havia conseguido terminar a sua faculdade. Onde na qual eu logo percebi que o sonho da Rosária era terminar o seu ensino superior apesar de ter recomeçado. Recordo-me de que o texto falava sobre “O que é um caminhar dentro da faculdade.”
   Cultura e inteligência foram os pontos mais altos da conversa. Terminamos os assuntos. Mas ainda senti que ela estava disposta a me contar outras coisas além do que tinha me dito. E minha amiga que estava ao meu lado, também do signo de leão, ficou alerta ao nosso diálogo e surpresa de como eu consegui segurar a emoção por tanto tempo.
   Voltamos a conversar como se nada havia acontecido durante aquele tempo estendido. Era claro que a minha amiga, Mari, também sentiu a mesma emoção que eu. Era óbvio. Afinal ela estava ao meu lado. Presenciou tudo. Talvez o que lhe deixou admirada foi a minha atitude formidável com Rosária. Simples e indefinível. 

Bruno Coelho

domingo, 29 de agosto de 2010

"O meu caminho é perfeito. Embora esteja andando cada vez mais só." (Bruno Coelho)

domingo, 15 de agosto de 2010

Reflexos de alegria


   Corpo arrepiado, satisfação intensa, alegria, ritmo e maestria. Como se nada estivesse fora do lugar. Uma felicidade inusitada, além do fugaz.
  A semana atarefada. O corre-corre prá cá, o corre-corre prá lá. E o dia que já tinha amanhecido com sorrisos, flores e com o som bucólico dos pássaros. A quinta-feira já estava com ar de vencida.
   Arrepiado e nada surpreso, compartilhou seu momento com alguém na qual soube tirar uma própria lição para o resto de sua vida.
   E foi assim que ele fez. Mostrou para aquela flor desorientada que apesar dos avencos que a vida consiga lhe proporcionar, sorria. Isso é o melhor remédio que alguém possa dar como troco ao tempo passado que não voltará mais.
   Completamente insegura ficou com receio de me contar o que estava lhe deixando tão afligida. Logo percebi a sua insegurança em seu fitar. Foi então que resolvi lhe dar um abraço. Talvez fosse isso que fez aquela flor depositar a sua segurança em meu colo.
   E não é que foi exatamente isso que ela fez? Pronto, eu logo disse, não precisa mais me contar nada. Não mesmo, eu sei o que anda acontecendo com você. Percebi tudo isso através do seu abraço. E sem dar nenhum vacilo, não cheguei a dizer que sou especialista em receber e conhecer todos os tipos de abraços. É, foi isso que eu fiz.
   Ficamos conversando a manhã inteira, e eu só observando a confiança que aquela jovem flor depositou em mim naquela hora. Fiquei super atento as suas palavras, o seu vocabulário, e tentando contornar a situação sempre quando não sentia firmeza em suas palavras. Afinal, eu já tinha passado por aquela notável situação.
   E foi graças a essa flor que tive uma quinta-feira cheia de reflexos de alegria. Flor, foi exatamente o nome carinhoso que consegui definir a jovem. O mais importante para mim foi poder ajuda - lá de uma forma sutil e com um apoio moral. Sabe, ela merecia.        Deixei-a livre, a falar o que vinha a sua cabeça, e o que estava errado eu a consertava. Sem deixar a flor se prender nas palavras.
   Ganhei o meu dia apartir daquele momento. Podendo ajudar aquela flor. Com um sorriso, com palavras e com um abraço fiel.
   É assim que eu ganho meu dia, fazendo as pessoas sorrir, por uma coisa tão simples. A felicidade!

   Bruno Coelho